Minhas impressões sobre o livro: ” A guerra que salvou a minha vida”.

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A guerra que salvou a minha foi publicado em 2015 e ganhou as seguintes premiações:

  • Newbery Honor Book; 
  • Schneider Family Book Award;
  • Josette Frank Award;
  • Foi eleito um dos melhores livros do ano de seu lançamento pelo Wall Street Journal, a revista Publishers Weekly a New York Public Library  e a Chicaco Public Library.

Editora: DARK SIDE BOOKS

Páginas: 234

Autora: Kinberly Brubaker Bracley

Sinopse: 

Ela teve a chance que Anne Frank não teve. A guerra que salvou a minha vida é um livro sobre as muitas batalhas que nós precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo. 

A segunda Guerra vista pelos olhos de uma menina que se transforma em refugiada no seu próprio país. 51747507_2329764790380194_554907015119918641_n

 

Ada é uma menina de 10/11 anos que vive à janela apreciando as pessoas que passam pela rua de sua casa na cidade de Londres. Seu jeito pueril não deixa ela perceber o quão difícil é sua vida. Para ela, ter o pé torto, é ser o pequeno monstro que sua mãe morre de vergonha que as pessoas da rua vejam.

Ada é negligenciada pela própria mãe e nem imagina o mundo novo que ela pode e merece viver.

Jamie, seu irmão mais novo é de certa forma, uma inspiração para sua vida. Pois, por e para ele que ela se esforça a cada dia para poder viver e enfrentar as duras batalhas de sua vida.

São obrigados a se refugiarem em cidades do interior para sobreviverem a possíveis ataques aéreos que a Inglaterra sofreria com as investidas dos alemães. Ada e Jamie conhecem uma nova vida, uma nova história será escrita para eles. Susan será a salvação para a vida de ambos ou eles serão a salvação para a vida de Susan?

 

O que eu achei sobre o livro ” A guerra que salvou a minha vida”?

Achei  que a autora conseguiu com maestria passar a visão da Ada sobre cada nova descoberta ou cada novo sofrimento que ela passava. Consegui ver Ada alegre e triste e, a cada nova conquista eu pude visualizar a felicidade de Ada e Jamie.

É comovente ver as interações que Ada tem com Susan e também com os aprendizados. A narrativa é perfeita e, realmente, parece uma criança contando a própria história.

É bem fluído e os capítulos são bem curtinhos, dá para ler em dois dias (isso depende do seu tempo, claro.)

Acho que é um livro interessante para quem gosta de história inspiradoras de personagens fortes e que nos passam uma mensagem. Ada me passou a mensagem de que com vontade, determinação e muito amor, tudo é possível.

É difícil falar de um livro sem dar spoiler… rsrsr. Mas, uma coisa eu digo: o livro é uma graça e a história é muito linda. Estou louca para ler a continuação (que já está aqui na fila de próximas leituras rsrs) ” A guerra que me ensinou a viver”.

 

 

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Obrigada por ter dedicado um tempinho do seu dia para ler meu texto! 🙂

 

 

Minhas impressões sobre o livro: Canções de Ninar de Auschwitz

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Editora:  Harper Collins

Autor: Mario Escobar

Número de páginas: 223

Os seres humanos são pequenos suspiros em meio ao furacão de nossas circunstâncias, mas a história de Helene Hannemann nos recorda de que podemos ser donos dos nossos destinos, ainda que o mundo inteiro se oponha.

Mario Escobar

Este livro conta a impressionante história de uma Alemã que se apaixona por um cigano e que se casa e tem com ele cinco filhos. Tudo corria bem em casa (apesar de o marido estar desempregado). Helene está descendo as escadas do prédio onde mora, em mais um dia frio do inverno europeu, quando se depara com oficiais Nazistas que impuseram que voltassem ao seu apartamento.

Ela recebe a ordem para que seu marido e os cinco filhos sejam levados de trem a um campo de concentração. Mas Helene, uma esposa apaixonada por seu marido e pelos filhos, não aceita deixá-los partir. Ela vai com eles para o campo (mesmo sem ser obrigada, uma vez que é alemã, uma pura ariana).

Helene encara o destino cruel imposto pelos nazista aos ciganos, judeus e todas as demais raças consideradas impuras. Ela embarca em uma viagem de 3 dias a bordo de um trem de transportar gado… Assim começa a viagem para o verdadeiro inferno.

Logo que chegam ao campo em Auschwitz, ela é separada de Johan, seu marido. Passado um tempo, Helene consegue a confiança do sádico Dr. Mengele. Que atribuiu  à ela a paradoxal missão de administrar uma creche no campo de Auscwitz.

Missão que lhe deixaria em uma posição melhor no campo. Podendo desfrutar de um ambiente um pouco mais acolhedor e com um pouco mais de comida do que era servida no antigo barracão.

Ela descobre em Mengele um misto de pessoa bondosa com um monstro. Ele lhe concedia favores, lhe ouvia e lhe respeitava, mas também era capaz de em seu laboratório fazer experimentos com crianças tão cruéis que dava a qualquer ser humano nojo.

Eu tenho lido muitos livros sobre holocausto e Segunda Guerra Mundial e, este livro me trouxe uma visão um pouco diferente: o lado da perseguição aos ciganos. Helene me impressionou muito. O fato de ser uma história real já é um ponto que me prende muito, mas todas as emoções que ela sentiu ao ver seus pequenos filhos perderem o direito à comida, água, roupas  para enfrentar o inverno rigoroso, entre tantas coisas que somente uma mãe poderia se ver no lugar desta mulher que é um exemplo de mãe, esposa e ser humano.

Preciso contar que eu chorei (muito)?

Sei que muita gente torce o nariz para leituras sobre o holocausto. Não é que eu seja sádica, mas ver relatos assim, me transformam como pessoa. E a cada vez que leio, sinto muita gratidão por tudo (mesmo não sendo tanta coisa) que tenho. Dei 5 estrelas para o livro. Acho que todo mundo devia lê-lo.

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Dia do leitor!

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07/01- Dia do Leitor

Você gosta de ler?

Hum… eu adoro!

Hoje é o dia do leitor. Para quem (como eu rsrs) é amante dos livros, todo dia é dia do leitor. Eu não sei explicar como surgiu meu amor por este objeto incrível que dá asas à minha imaginação.

Procurando aqui em minha memória, as recordações que me vêm são de uma menina que ia à biblioteca da escola na hora do recreio e que ficava fascinada com aquelas estantes repletas de livros.

Cada página que eu abria, meus olhos se deliciavam. Cada novo título, uma nova aventura. Quando comecei a ler, surgiu uma grande   vontade de escrever. Logo que aprendi que algumas palavras casadas com outras formavam um poema, uma estrofe, um verso, uma estória, meu coração descobriu uma paixão: livros!

Sou imensamente apaixonada por livros e sei que nos dias de hoje, sou considerada um pouco doida, por recusar passeios para poder ficar imersa e absorta com os livros. Mas passeio tanto com eles… Ainda ontem estava  na Polônia com o “menino da lista de Shindler” rsrsrs.

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Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir.

Francis Bacon

 

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Minhas impressões sobre o livro “O menino da Lista de Schindler”

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Fazendo uma pesquisa sobre livros sobre a segunda guerra mundial, encontrei este livrinho lindo. Os comentários de leitores sobre o livro eram os melhores. Eu tive de comprá-lo. Rsrsrs

A história é o relato de um sobrevivente do holocausto. Leon Leyson, viveu ainda na pré adolescência momentos dos quais ser humano algum deveria viver em idade alguma.

Vítima dos nazistas passou pelos horrores que Adolf Hitler submeteu aos judeus e a qualquer raça que ele julgasse “impura”.

Narrada em primeira pessoa, a história é muito envolvente e consegue transportar o leitor ao gueto, aos campos de concentração e também é capaz de nos fazer sentir o mesmo medo que ele tinha do sádico Amon Gotham (capitão Perverso que sempre que queria atirava aleatoriamente nos prisioneiros apenas por capricho)

Todas as etapas da vida de Leon foram lindamente narradas e nos deu a dimensão de como ele vivia antes e depois do holocausto. Como foi viver com sua família no gueto, depois como foi a vida no campo de concentração. Também tem relatos emocionantes sobre a sua relação com o seu herói: Oskar Shindler que salvou mais de mil e duzentos judeus, dando empregos e arriscando sua fortuna após sentir-se tocado por seus funcionários, mesmo sendo Shindler nazista ele se arriscou e salvou inúmeros judeus. Leon foi a vítima mais jovem da famosa e heróica lista de Schindler. (Tem filme na Netflix sobre a Lista de Shindler).

Achei o livro incrível e com uma mensagem de esperança maravilhosa. Vale a leitura (acho que tudo sobre a segunda guerra mundial deveria ser leitura obrigatória, para que nada se repita novamente).

Leia este livro se você gosta de relatos autobiográficos e de mensagens lindas sobre a vida e os percalços que ela pode nos oferecer.

Sem falar que a edição da editora Rocco é uma gracinha.

Obrigada pela leitura!😃😘

 

 

Depois que ela se foi…

Quero compartilhar com vocês um trecho do meu primeiro livro: Depois que ela se foi…

Então a noite se traduzia em sonhos, uma nova manhã era sinônimo de esperanças e nascia no horizonte. O sol entrava pela janela, mas aquecia o coração de Isadora. O cheiro que exalava pela pequena casa era de café forte e alegria intensa. Enquanto espreguiçava-se para levantar, mais uma vez, o espelho mostrava que havia um sorriso em seu rosto. Tímido e sincero, um sorriso do qual tinha um nome e apelido.

 

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Você pode adquirir o seu através deste link:

https://www.amazon.com.br/gp/aw/s/ref=nb_sb_ss_i_0_10?k=erica+calefi&sprefix=erica+cale&crid=10QQIGJ8O57QZ

 

Minhas impressões sobre o livro: Tartarugas Até lá embaixo.

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Livro do John Green lançado em 2017, pela editora intrínseca.

“É muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu.”

Sinopse:

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Achei o título bastante curioso e fiquei procurando a razão para:”tartarugas até lá embaixo” lá pelas cento e tantas páginas eu descobri (Rsrsrs)

A narrativa do tio João VERDE (john Green) é bem legal, eu consegui visualizar os personagens trocando mensagens pelo aplicativo.  Tem bastante frases interessantes e diálogos também.

Uma mensagem muito interessante que o autor deixa é que nem sempre quem tem dinheito tem tudo.   É o caso de Noah e Davis. Filhos do bilionário que está desaparecido (cuja a recompensa  de U$ 100.000 é um dos temas centrais da trama). Eles têm (em teoria) tudo o que o dinheiro pode comprar, mas não têm o amor e o carinho dos pais.

A história tem tudo para ser muito boa. Mas achei rasa demais. Não gostei de como o Davis “da um jeito” de pagar a recompensa para Aza, também não gostei de quem foi o herdeiro do bilionário.

Achei a Aza uma personagem chata e irritante. Mas entendi que essa era a intenção de John, mostrar como transtornos psicológicos mexem com as emoções e pensamentos de quem está fadado(a) a viver com a bipolaridade.

Gostei da escritora obstinada Daisy que dá uma lição de moral a Aza. Mostrando que o que pode parecer pouco para um, pode ser tudo para outro (foi uma das maiores mensagens do livro) e gostei também da demonstração sincera de amizade e companheirismo que ela tem por Aza.

O desenvolvimento da relação entre irmãos foi muito bonita e Davis mostrou a Noah que ele não está sozinho.

Acho que o livro é bem interessante para adolescentes e que passa mensagens legais. Mas um pouco raso para quem busca emoções fortes ou aprendizados enriquecedores.

Mas… Como eu nunca acho que um livro é inútil este também não seria. Eu o daria nota 3.

Acredito que você precisa ler para tomar suas conclusões.

Eu li em dois dias, pois é de uma escrita bem fluida e gostosa de ler.

Leia também e depois me diga o que achou.

 

Resenha do livro: Dançando sobre cacos de vidro.

dançandoEste  é o primeiro livro da autora Ka Kancock. Uma enfermeira que teceu este lindo livro.

A história trata de vários temas importantes: Transtorno bipolar, casamento, câncer, morte e família. É muito interessante a maneira que ela usou para demonstrar o jogo de cintura que o casal Mickey e Lucy lidava para levar a diante um relacionamento que tinha tudo para ruir.

Em Dançando Sobre Caco de Vidros, a protagonista é apresentada à morte (teórica e literalmente) aos cinco anos. Seu primeiro contato com ela foi através de sua professora do primário que mencionou esta palavra “tenebrosa”:

Tudo o que tem vida um dia morre!

Ao confirmar com seu pai,  ela foi tranquilizada por ele que simplesmente disse que um dia todos morreríamos e que, quando chegasse o dia, todos saberíamos. Ela iria se apresentar de alguma forma.

Um dia após sua irmã mais velha completar 12 anos, a morte se apresentou rondando o seu pai e deixando seu coração angustiado. Ela teve uma premonição que se confirmou um dia depois. Anos mais tarde, a mesma sensação apareceu, desta vez a morte rodeava sua mãe.

Aos 21 anos, Lucy conhece Mickey e, é arrebata por toda a alegria e gentileza do rapaz que é nove anos mais velho que ela. Ele é o animador da festa de aniversário. Suas irmãs contratam a casa de festas do jovem e o show de animação. Todas se encantam por ele. Mas, neste dia não houve nada além de um encantamento.

Um ano mais tarde, Lucy o reencontra em um hospital. Absorta em pensamentos e administrando a terrível sensação de ter a irmã sofrendo a mesma enfermidade que levara a mãe para descansar no céu. Ela sem querer se encontra com Mickey na lanchonete do hospital.

Mickey era um paciente também, porém da ala psiquiátrica. Ele sofre de transtorno bipolar. Mas Lucy descobre que ele tem milhares de qualidades e depois de um tempo decide casar-se com ele.

Tempo mais tarde, ela passa a sofrer com câncer também e tem de lidar com os transtornos do marido e o sofrimento da doença. Eles decidem, ao levar em conta que ambos não teriam condições física e psicológica para criar uma criança, a não terem filhos.

Mas… A vida mostra que tem seus destinos traçados e que é ela quem manda!

Esta é uma história para se ler com um lencinho. Mostra como devemos lidar com as adversidades e que amanhã pode ser um dia melhor que hoje. Que devemos confiar em quem amamos e fazer o melhor por eles sempre!

É lindíssima a mensagem que autora deixa. Marcou-me como esposa, mãe e mulher.

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Se você procura uma história emocionante esta é uma.

Obrigada pela leitura!