Minhas impressões sobre o livro: Canções de Ninar de Auschwitz

canÇÕes

Editora:  Harper Collins

Autor: Mario Escobar

Número de páginas: 223

Os seres humanos são pequenos suspiros em meio ao furacão de nossas circunstâncias, mas a história de Helene Hannemann nos recorda de que podemos ser donos dos nossos destinos, ainda que o mundo inteiro se oponha.

Mario Escobar

Este livro conta a impressionante história de uma Alemã que se apaixona por um cigano e que se casa e tem com ele cinco filhos. Tudo corria bem em casa (apesar de o marido estar desempregado). Helene está descendo as escadas dos prédio onde mora, em mais um dia frio do inverno europeu, quando se depara com oficiais Nazistas que impuseram que voltassem ao seu apartamento.

Ela recebe a ordem para que seu marido e os cinco filhos sejam levados de trem a um campo de concentração. Mas Helene, uma esposa apaixonada por seu marido e pelos filhos, não aceita deixá-los partir. Ela vai com eles para o campo (mesmo sem ser obrigada, uma vez que é alemã, uma pura ariana).

Helene encara o destino cruel imposto pelos nazista aos ciganos, judeus e todas as demais raças consideradas impuras. Ela embarca em uma viagem de 3 dias a bordo de um trem de transportar gado… Assim começa a viagem para o verdadeiro inferno.

Logo que chegam ao campo em Auschwitz, ela é separada de Johan, seu marido. Passado um tempo, Helene consegue a confiança do sádico Dr. Mengele. Que atribuiu  à ela a paradoxal missão de administrar um creche no campo de Auscwitz.

Missão que lhe deixaria em uma posição melhor no campo. Podendo desfrutar de um ambiente um pouco mais acolhedor e com um pouco mais de comida do que era servida no antigo barracão.

Ela descobre em Mengele um misto de pessoa bondosa com um monstro. Ele lhe concedia favores, lhe ouvia e lhe respeitava, mas também era capaz de em seu laboratório fazer experimentos com crianças tão cruéis que dava a qualquer ser humano nojo.

Eu tenho lido muitos livros sobre holocausto e Segunda Guerra Mundial e, este livro me trouxe uma visão um pouco diferente: o lado da perseguição aos ciganos. Helene me impressionou muito. O fato de ser uma história real já é um ponto que me prende muito, mas todas as emoções que ela sentiu ao ver seus pequenos filhos perderem o direito à comida, água, roupas  para enfrentar o inverno rigoroso, entre tantas coisas que somente uma mãe poderia se ver no lugar desta mulher que é um exemplo de mãe, esposa e ser humano.

Preciso contar que eu chorei (muito)?

Sei que muita gente torce o nariz para leituras sobre o holocausto. Não é que eu seja sádica, mas ver relatos assim, me transformam como pessoa. E a cada vez que leio, sinto muita gratidão por tudo (mesmo não sendo tanta coisa) que tenho. Dei 5 estrelas para o livro. Acho que todo mundo devia lê-lo.

canções de ninar

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